O Brasil avançou em um acordo para ampliar a produção nacional de imunoglobulina, medicamento estratégico utilizado no tratamento de imunodeficiências, doenças autoimunes e outras condições. A iniciativa envolve a Hemobrás e a empresa chinesa Tiantan Bio e prevê transferência de tecnologia para fortalecer a produção destinada ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Acordo busca reduzir dependência externa
A imunoglobulina é produzida a partir do plasma humano e tem demanda elevada no sistema de saúde. A ampliação da capacidade nacional é considerada estratégica para aumentar a segurança do abastecimento e reduzir a dependência de produtos importados.
A parceria prevê transferência tecnológica e integração com a estrutura da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia, a Hemobrás.
Hemorrede receberá R$ 116 milhões
O Ministério da Saúde anunciou R$ 116 milhões para modernização e qualificação dos serviços de hemoterapia. Os recursos devem melhorar infraestrutura, equipamentos e processos relacionados à coleta e ao armazenamento de plasma.
A expectativa é ampliar em cerca de 30% a capacidade de armazenamento de plasma da hemorrede, matéria-prima fundamental para a produção de medicamentos hemoderivados.
Novo laboratório terá R$ 50 milhões
Outro investimento anunciado é de R$ 50 milhões do Novo PAC para a construção de um laboratório de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Hemobrás. A estrutura deverá apoiar o desenvolvimento tecnológico e a incorporação de novos processos produtivos.
Medicamento atende diferentes pacientes do SUS
A imunoglobulina é utilizada em diversas situações clínicas, incluindo algumas imunodeficiências e doenças autoimunes. A Hemobrás tem como missão ampliar a produção nacional de medicamentos estratégicos e fornecer produtos prioritariamente ao SUS.
O acordo faz parte da estratégia federal de fortalecer o complexo industrial da saúde e aumentar a autonomia do país na produção de medicamentos considerados essenciais.





