O Ministério da Saúde reforçou nesta quarta-feira (7) o alerta para o risco de entrada e circulação do sarampo no Brasil diante do aumento de casos em países das Américas, especialmente nos Estados Unidos. A orientação central é verificar a situação vacinal e procurar uma unidade do SUS quando houver doses em atraso.
Por que o alerta foi reforçado
Segundo o Ministério da Saúde, os Estados Unidos registram o maior número anual de casos de sarampo em mais de 35 anos. Mais de 90% dos casos registrados naquele país envolvem pessoas não vacinadas ou sem informação conhecida sobre vacinação, e a maioria dos infectados tem até 19 anos.
O cenário internacional aumenta a necessidade de vigilância porque o sarampo é altamente transmissível e pode ser levado de um país para outro por viajantes infectados. O Brasil mantém ações de monitoramento para identificar rapidamente casos suspeitos e interromper possíveis cadeias de transmissão.
Quem deve conferir a vacinação
A recomendação é que a população confira a caderneta de vacinação e mantenha as doses previstas no calendário em dia. Quem tiver dúvida ou identificar atraso deve procurar uma unidade de saúde para avaliação e atualização do esquema vacinal conforme idade e histórico de imunização.
A vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola e está disponível gratuitamente no SUS. A indicação de doses varia conforme a faixa etária e situações específicas, por isso a avaliação do registro vacinal é importante.
Viajantes exigem atenção especial
Pessoas que pretendem viajar para áreas com circulação do vírus devem verificar antecipadamente se estão protegidas. O cuidado também é importante no retorno ao Brasil: sintomas compatíveis após viagem precisam ser comunicados aos serviços de saúde, com informação sobre os locais visitados.
Entre os sinais associados ao sarampo estão febre, manchas avermelhadas na pele, tosse, coriza e irritação nos olhos. A suspeita exige avaliação profissional, especialmente quando há histórico recente de viagem ou contato com pessoa infectada.
Vigilância segue intensificada
O Ministério da Saúde afirma que mantém vigilância epidemiológica e ações de vacinação para reduzir o risco de reintrodução e disseminação do vírus. Estados e municípios também são orientados a manter atenção para casos suspeitos e realizar resposta rápida quando necessário.
A principal medida preventiva continua sendo a vacinação. A recomendação para quem não sabe se recebeu todas as doses é levar a caderneta a uma unidade do SUS e solicitar a conferência por um profissional de saúde.





