A combinação de chuvas e temperaturas mais altas aumenta as condições para formação de criadouros do Aedes aegypti em São Paulo e levou a Secretaria de Estado da Saúde a reforçar nesta quinta-feira, 8 de outubro, o alerta para prevenção de dengue, chikungunya e zika. O estado soma 60,9 mil casos de dengue em 2026.
Chuva exige atenção redobrada
Períodos de instabilidade favorecem o acúmulo de água em recipientes, calhas, pratos de vasos, pneus, lonas e outros pontos que podem servir de criadouro para o mosquito. Por isso, a recomendação é aproveitar os intervalos entre as chuvas para fazer uma vistoria rápida em quintais, varandas e áreas externas.
O cuidado deve continuar mesmo em locais onde a quantidade de mosquitos parece pequena, já que ovos do Aedes podem permanecer viáveis por meses e eclodir quando voltam a entrar em contato com água.
O que verificar em casa
A orientação é eliminar qualquer recipiente capaz de acumular água, manter caixas-d’água bem vedadas, limpar calhas, guardar garrafas com a boca para baixo e evitar água parada em pratos de plantas. Piscinas e reservatórios também precisam de manutenção adequada.
Em áreas comuns de condomínios e estabelecimentos, ralos externos, bandejas de equipamentos, vasos e materiais armazenados ao ar livre merecem atenção especial após períodos de chuva.
Dengue continua exigindo prevenção
Segundo a Secretaria da Saúde de São Paulo, o estado registra 60,9 mil casos de dengue em 2026. A circulação do mosquito também mantém o risco para chikungunya e zika, o que torna o controle de criadouros uma medida importante mesmo fora de grandes surtos.
A prevenção depende principalmente da interrupção do ciclo do mosquito. Pequenas quantidades de água podem ser suficientes para a reprodução do Aedes aegypti.
Quando procurar atendimento
Pessoas com febre, dor de cabeça, dores no corpo, manchas vermelhas, náusea ou outros sintomas compatíveis com arboviroses devem procurar orientação de saúde, especialmente se houver piora do quadro.
Sinais de alarme da dengue, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura ou fraqueza importante, exigem avaliação médica rápida. A automedicação deve ser evitada, sobretudo com medicamentos que podem aumentar o risco de sangramento.





