Períodos de calor intenso e baixa umidade aumentam o risco de desidratação, esgotamento pelo calor e insolação, especialmente entre bebês, crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo reforçou neste sábado (10) orientações para reduzir os riscos e reconhecer rapidamente sinais de agravamento.
Os animais de estimação também exigem atenção. Cães e gatos podem sofrer hipertermia, desidratação e queimaduras nas patas em superfícies aquecidas. Medidas simples, como água disponível, sombra e mudança no horário dos passeios, ajudam a diminuir o risco.
Crianças e idosos precisam de atenção especial
Bebês e crianças devem receber líquidos com frequência, mesmo quando não demonstram sede. Nos períodos mais quentes, é indicado evitar atividades físicas intensas e exposição prolongada ao sol, escolhendo horários mais frescos para brincadeiras e atividades externas.
Entre pessoas com 65 anos ou mais, a percepção da sede pode ser menor e o organismo pode ter mais dificuldade para regular a temperatura. A orientação é oferecer líquidos ao longo do dia, salvo quando houver restrição médica, e manter a pessoa em local fresco, ventilado ou climatizado.
Quem tem doenças cardíacas, respiratórias, renais, diabetes ou hipertensão requer atenção adicional. Medicamentos de uso contínuo não devem ser suspensos nem ter a dose alterada sem orientação profissional.
Água deve ser consumida ao longo do dia
A recomendação para adultos é manter a hidratação sem esperar a sede aparecer. Como referência geral, a Secretaria de Saúde orienta pelo menos dois litros de água por dia, exceto quando houver recomendação médica diferente.
Frutas, verduras e legumes podem contribuir para a ingestão de líquidos. Refeições mais leves também tendem a ser mais confortáveis em dias muito quentes. Já o consumo de bebidas alcoólicas deve ser evitado porque pode favorecer a desidratação.
A exposição direta ao sol e esforços físicos intensos devem ser reduzidos, principalmente entre 10h e 16h. Roupas leves, largas e claras ajudam na dissipação do calor, e ambientes internos devem permanecer ventilados sempre que possível.
Quando o calor vira uma emergência
Sede intensa, fraqueza, tontura, dor de cabeça, cãibras, náuseas, vômitos e transpiração excessiva podem indicar que o organismo está sofrendo com o calor. Quadros mais graves podem provocar pele quente e seca, temperatura corporal elevada, confusão mental, perda de consciência e convulsões.
Esses últimos sinais podem indicar insolação e exigem atendimento imediato. A pessoa deve ser levada para um local fresco, à sombra e ventilado. Em situações graves, a orientação é procurar atendimento de emergência ou acionar o Samu pelo telefone 192.
Crianças, idosos ou qualquer outra pessoa nunca devem permanecer dentro de um veículo estacionado, mesmo por poucos minutos. A temperatura interna pode subir rapidamente e atingir níveis perigosos.
Cães e gatos também sofrem com altas temperaturas
Animais domésticos devem ter acesso permanente a água fresca e a locais protegidos do sol. A água precisa ficar na sombra e ser trocada regularmente. Para gatos, espalhar mais de um recipiente pela casa pode ajudar a aumentar o consumo.
Passeios com cães devem ocorrer preferencialmente no começo da manhã ou no fim do dia. Além do risco de hipertermia, asfalto e outras superfícies aquecidas podem causar queimaduras nas patas.
Respiração muito acelerada, cansaço, prostração, salivação excessiva, vômitos, desmaios e convulsões são sinais de alerta nos animais. Cães de focinho curto, animais idosos, com sobrepeso ou com doenças cardíacas e respiratórias são especialmente vulneráveis. Ao perceber sinais importantes de superaquecimento, o animal deve ser retirado do calor e levado para avaliação veterinária.





